Todos às ruas contra a reforma da previdência

SoB | Nacional | 01/12/2017 | 146 |



TODOS ÀS RUAS CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Apesar da traição das principais centrais sindicais, devemos manter as mobilizações do dia 5/12

A semana se iniciou em todo país agitada com uma possível greve geral no dia 05 de dezembro. Chamada pelas centrais sindicais, diversos setores da esquerda passaram a mobilizar suas categorias, realizando panfletagens em vários locais e assembleias preparatórias.

Essa greve geral estava sendo convocada em um momento crucial para barrar a votação da reforma da previdência e não seria mais uma greve por três razões importantes.

A primeira e mais óbvia é o caráter ultrarreacionário e anti-operário do conjunto das reformas que estão tirando direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores e que só pioram as condições de vida das massas.

A segunda é que o governo enfrenta dificuldades no Congresso Nacional para aprová-las, pois seus aliados sabendo que estas são medidas impopulares temem o voto castigo nas eleições de 2018.

A terceira é que a classe tem tirado suas próprias conclusões sobre o caráter desse governo. Haja visto o que tem significado concretamente os efeitos desastrosos da reforma trabalhista sobre os ombros dos trabalhadores.

Assim, estamos em um momento no qual as condições para resistir e derrotar a reforma da previdência estão cada vez mais favoráveis, podendo o dia 5 de dezembro ser um grande dia de luta que colocaria em xeque o governo. 

Diante disso, classificamos a suspenção dessa greve nacional por parte de CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB não só como erro tático, mas como uma descarada traição aos trabalhadores.

Apesar disso, setores importantes como a Frente Povo Sem Medo, CSP-Conlutas, InterSindical, Oposição Alternativa na APEOESP e diversos sindicatos pelo país têm mantido atos e mobilizações para essa data.

Como resposta a essa traição das principais centrais, é inadmissível que as organizações não construam atos unificados e ações unificadas no dia 5 de dezembro. É preciso assim manter a mobilização com grandes atos unindo toda a esquerda, movimento populares e os trabalhadores em todos os Estados contra o governo e a reforma da previdência.  

 


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